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Operação Midas cumpre 33 mandados de prisão e apreensão em seis estados

Trinta e três mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em seis estados pela “Operação Midas”. Na Bahia, a ação foi deflagrad...

31/03/2026 07h56
Por: Redação
Fonte: MP - BA
Foto: Reprodução/MP - BA
Foto: Reprodução/MP - BA

Trinta e três mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em seis estados pela “Operação Midas”. Na Bahia, a ação foi deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Ilhéus/BA (Ficco/Ilhéus), composta pela Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal. A operação visa desarticular organização criminosa voltada à prática dos crimes de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

Na Bahia, a ação acontece nos municípios de Camacan, Itabuna, Salvador, Irecê, Luís Eduardo Magalhães, Serrinha, Senhor do Bonfim e Andorinha. Mandados também estão sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais (Unaí), Pernambuco (Petrolina) e Sergipe (Aracaju).

Investigações iniciadas a mais de dois anos no município de Camacan (BA) permitiram identificar a ramificação da organização criminosa em diversos municípios baianos e em outros estados da federação. Foi constatada a remessa de grande quantidade de drogas e armas do estado do Rio de Janeiro para a Bahia. Em sentido inverso, verificou-se o envio de dinheiro e maconha beneficiada (moonrock e haxixe) da Bahia para o Rio de Janeiro.

Ainda no decorrer das investigações, foram localizadas três grandes fazendas destinadas ao cultivo de maconha no interior do município baiano de João Dourado, com plantio de variedade geneticamente modificada para obtenção de elevado teor de THC, principal componente psicoativo da droga. As áreas contavam com tecnologia e sistema de irrigação permanente, possibilitando a realização de até três colheitas ao longo de um ano. Em uma das fazendas, também foi identificado um laboratório equipado com máquinas importadas, utilizado para o processamento da droga, especialmente voltado à produção do tipo conhecido como “moonrock” e haxixe, produtos de maior valor agregado no mercado ilícito, posteriormente remetido para outros estados do país, como o Rio de Janeiro.