A divulgação científica ganhou protagonismo na Bahia nesta terça-feira (30), durante a cerimônia de entrega da primeira edição do Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo. Promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com a Associação Bahiana de Imprensa (ABI), a iniciativa reuniu jornalistas, estudantes, pesquisadores e gestores públicos no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador.
Ao todo, 32 trabalhos foram finalistas nas categorias Texto, Vídeo, Áudio, Fotojornalismo e Jornalismo Universitário. Os primeiros colocados das categorias profissionais foram contemplados com R$ 10 mil, enquanto os segundos e terceiros lugares receberam R$ 7 mil e R$ 5 mil, respectivamente. Na categoria Jornalismo Universitário, os três primeiros colocados foram premiados com R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil.
Jornalismo reconhecido
Na categoria Texto Profissional, o primeiro lugar foi conquistado pelo jornalista Tiago Décimo, com a reportagem “Educação e ciência transformam a vida de jovens”. Na categoria Vídeo Profissional, o vencedor foi o jornalista Matheus Carvalho, da TV Aratu, autor da reportagem “O Biocimento do Sertão: inovação que transforma vidas”.
Matheus contou que a inspiração para a produção surgiu a partir da leitura da revista Bahia Faz Ciência, publicação da Secti que reúne reportagens sobre pesquisas e iniciativas científicas desenvolvidas no estado. Ao conhecer a história do projeto do biocimento, desenvolvido em Serrinha, o jornalista decidiu transformá-la em uma reportagem televisiva. “Cada página da revista é uma história fantástica. São história de alunos, professores e de projetos que viram produtos. Não é só projeto, é ciência aplicada. Quando li sobre o Biocimento, pensei: vou contar a história que eu mais gostei naquela edição”, afirmou.
O jornalista também destacou a importância da criação do Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo para fortalecer a divulgação científica. “Quando surgem premiações como essa, temos a oportunidade de colocar reportagens de grande qualidade em circulação. É um estímulo para fazer televisão com texto, roteiro e edição caprichados. Parabéns para a Fapesb, Secti e ABI pela iniciativa”, completou.
Na categoria Áudio Profissional, a jornalista Aline Damazio Santos conquistou o primeiro lugar com a reportagem “Ciência pensada na Bahia transforma palha em dignidade”. Já na categoria Jornalismo Universitário, Lucas Silva Santos foi o vencedor com o trabalho “Entre Folhas, Fé e Ciência: o conhecimento que brota das mãos das mulheres”.
Ciência em pauta
Durante a cerimônia, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edson Porto, destacou que o prêmio é uma iniciativa do Governo da Bahia que reconhece o trabalho de jornalistas e estudantes na divulgação científica. “Esse prêmio valoriza o compromisso de jornalistas e estudantes em tornar o conhecimento acessível, relevante e próximo da realidade das pessoas. Porque comunicar ciência é despertar curiosidade, combater a desinformação, fortalecer a confiança no conhecimento e mostrar que investir em pesquisa é investir no desenvolvimento de um povo”.
O diretor-geral da Fapesb, Handerson Leite, ressaltou que a premiação representa mais uma ação para ampliar a visibilidade das pesquisas desenvolvidas na Bahia e incentivar uma comunicação científica cada vez mais qualificada. “É muito importante incentivar os profissionais da comunicação, porque a popularização da ciência, ou seja, a tradução do conhecimento científico para a sociedade, é papel fundamental nos dias de hoje. Em tempos marcados pela disseminação de fake news, da pós-verdade e da desinformação, contar com jornalistas comprometidos em transmitir informações da forma mais fidedigna possível é de grande importância”, destacou.
Representando a Associação Bahiana de Imprensa (ABI), a 2ª vice-presidente, Carmela Talento, reforçou o papel da imprensa na divulgação da ciência produzida na Bahia. “Eu gostaria de ver a imprensa baiana fazer mais matérias sobre ciência e tecnologia. Quando trabalhava em redação, costumava procurar pautas na Faculdade de Medicina da UFBA, no Instituto de Ciência e Tecnologia e também nas escolas, porque sempre encontrei ali matérias relevantes e de interesse público. A ciência está acontecendo diariamente e merece cada vez mais visibilidade. Aproveitem este prêmio como um estímulo para produzir, compartilhar e inscrever mais reportagens nas próximas edições”, incentivou.
A primeira edição do Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo marca um novo passo nas ações de popularização da ciência promovidas pelo Governo da Bahia. Ao reconhecer jornalistas e estudantes que transformam conhecimento científico em informação acessível, a iniciativa fortalece o diálogo entre ciência e sociedade e amplia a visibilidade de pesquisas desenvolvidas no estado.
Fonte: Ascom/Fapesb
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