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Governo da Bahia retoma Câmara Setorial da Cocoicultura e fortalece políticas públicas para o setor

O fortalecimento da cocoicultura baiana ganhou um novo impulso nesta quinta-feira (15), com a retomada das atividades da Câmara Setorial da Cocoicu...

15/10/2026 19h09
Por: Redação
Fonte: Secom Bahia
Foto: Tiago Dantas/Seagri
Foto: Tiago Dantas/Seagri

O fortalecimento da cocoicultura baiana ganhou um novo impulso nesta quinta-feira (15), com a retomada das atividades da Câmara Setorial da Cocoicultura. Promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), em formato híbrido, o encontro marcou uma nova etapa da política pública de revitalização das Câmaras Setoriais, desenvolvida em parceria com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem). A iniciativa busca ampliar a participação do setor produtivo na construção de estratégias para aumentar a produtividade, superar desafios e fortalecer a competitividade do coco baiano nos mercados nacional e internacional.

Para o diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri e coordenador das Câmaras Setoriais, Assis Pinheiro Filho, a revitalização representa um avanço na articulação entre o poder público e os produtores, especialmente diante das exigências do mercado. "Anos atrás, a cocoicultura baiana conseguiu enfrentar a concorrência com a água de coco vinda da Malásia. Assim como o citros e o cacau, as demandas de mercado são muito fortes e com a Câmara, vamos poder avançar em ações para valorização da produção local", destacou.

Durante a reunião, o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Coco (Aprococo), Reinaldo Nascimento, foi eleito para presidir a Câmara Setorial. Ele ressaltou a importância da retomada do colegiado para a formulação de políticas públicas de apoio aos produtores e o fortalecimento da cadeia produtiva, com a perspectiva de recolocar a Bahia na liderança nacional da produção de coco, atualmente ocupada pelo Ceará. "É essencial essa parceria entre a iniciativa privada e o poder público, com um olhar especial para os pequenos e médios produtores. Também é preciso que seja criado um ambiente favorável para os negócios, trazendo retorno ao investimento aplicado", afirmou Nascimento.

Entre os principais desafios apontados pelo setor estão a escassez de mão de obra e o elevado custo dos insumos, especialmente fertilizantes. A reunião também destacou a necessidade de realizar um diagnóstico das demandas da cadeia produtiva, elaborar um plano de desenvolvimento da cocoicultura e ampliar o acesso ao crédito específico para os produtores.

Políticas públicas construídas de forma integrada

A revitalização da Câmara Setorial da Cocoicultura integra a estratégia do Governo da Bahia de fortalecer a participação dos diferentes segmentos produtivos na formulação, no acompanhamento e na avaliação das políticas públicas para a agropecuária. O colegiado atua como instância consultiva da Seagri, contribuindo para a definição de diretrizes e a construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da atividade.

Além da Seagri e da Aprococo, a Câmara reúne representantes das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR), Desenvolvimento Econômico (SDE), Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Meio Ambiente (Sema), Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e Assistência e Desenvolvimento Social (Seades).

Também integram o colegiado a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), a Bahia Pesca, o Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária na Bahia (SFA-BA/Mapa), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb/Senar), a Cooperativa Agroindustrial Vale Sauípe (Coopevales), a Prefeitura de Jandaíra, a Cooperativa Agropecuária Mista da Região de Alagoinhas (Coopera) e a Peirot Agronegócios.

Fonte: Ascom/Seagri