Empreendedores negros e indígenas da Bahia têm uma nova oportunidade de ampliar a visibilidade de seus negócios e alcançar novos públicos. Estão abertas, até o dia 23 de abril de 2026, as inscrições para o processo seletivo da Loja Colaborativa do Empreendedorismo Negro – Afrocolab, iniciativa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia (Sepromi), instalada no piso L2 do Shopping Paralela, em Salvador.
A ação busca fomentar o empreendedorismo negro e indígena por meio da oferta de um espaço coletivo de exposição e comercialização de produtos e serviços, ampliando ainda mais o alcance da loja e garantindo diversidade de segmentos e qualidade dos produtos ofertados. Podem participar empreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) dos segmentos de moda, acessórios, artesanato, cosméticos, decoração e utensílios.
As inscrições devem ser realizadas por meio do link disponibilizado pela Sepromi. Entre os requisitos estão: ter mais de 18 anos, residir na Bahia, possuir CNPJ — exceto para artesãos e artesãs com Carteira Nacional do Artesão —, além de apresentar produção autoral. Ao todo, cerca de 50 empreendedores serão selecionados. O cronograma prevê a etapa de curadoria entre os dias 27 de abril e 8 de maio.
A secretária da Sepromi, Ângela Guimarães, destacou a importância da iniciativa como política pública de inclusão produtiva e valorização cultural. “A Afrocolab é um espaço estratégico que promove geração de renda e visibilidade para produções que carregam identidade, história e inovação. Um trabalho impulsionado por políticas públicas do Governo da Bahia, por meio de editais e recursos do Fundo de Combate à Pobreza, que garantem tanto a manutenção desse espaço quanto ações de qualificação continuada, como o CrediAfro e as feiras Afro Bahia”, afirmou.
Valorização cultural
Para quem já participa da iniciativa, os resultados são concretos. A empreendedora Olghi Domingos, da marca Bayô, ressalta a relevância de integrar um espaço coletivo voltado à valorização da produção negra. “A Bayô existe há cerca de dez anos e ganhou grande impulso após participar da Afrocolab pela segunda vez. Essa iniciativa ampliou significativamente a visibilidade do negócio, atraiu novos clientes em busca de peças com identidade e ancestralidade, além de contribuir para o crescimento da equipe e do faturamento”, disse. Olgui também destacou que cada coleção leva, em média, três meses para ser produzida e que pretende se inscrever novamente neste edital.
O artesão Tiago Porto também evidencia o impacto da oportunidade. Para ele, ocupar um espaço em um shopping de grande circulação seria inviável de forma individual. “É uma visibilidade gigantesca. Para nós, artesãos e pequenos empreendedores, é muito difícil ocupar um espaço como esse. A Afrocolab traz essa oportunidade de mostrar nosso trabalho para um público diferenciado, inclusive turistas, já que o shopping também está em uma rota de acesso importante da cidade”, afirma.
Tiago trabalha com uma proposta sustentável e inovadora. Produz quadros e esculturas a partir de casca de ovo, transformando esse resíduo em arte. “É um trabalho totalmente natural, que valoriza o reaproveitamento e a criatividade”, explicou.
Afrocolab
A Afrocolab é uma experiência já consolidada, sendo inaugurada em novembro de 2023. O Shopping Paralela já é o quarto centro comercial de Salvador parceiro da iniciativa. Atualmente, mais de 50 empreendedores e empreendedoras ocupam o espaço.
Serviço:
Inscrições para a Afrocolab
Prazo:até 23 de abril de 2026
Link: https://encurtador.com.br/gCqT
Público:empreendedores negros e indígenas da Bahia
Local da loja:Shopping Paralela
Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA