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Comissão aprova projeto que cria protocolo para povos indígenas em situações de risco e desastres

Na Câmara, o texto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça; depois segue para o Senado

26/05/2026 16h27
Por: Redação
Fonte: Agência Câmara
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui protocolo nacional de adaptação, resposta e recuperação para povos indígenas em situações de risco e desastres climáticos, ambientais e sanitários.

Por recomendação da relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), foi aprovada a versão da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional para o Projeto de Lei 3099/24, da deputada Juliana Cardoso (PT-SP). O texto prevê um comitê gestor ligado ao protocolo nacional e a elaboração de protocolos locais.

“Esta iniciativa fortalece a integração entre políticas de defesa civil, saúde, meio ambiente e proteção dos direitos indígenas, criando mecanismos permanentes de articulação institucional”, afirmou Célia Xakriabá no parecer aprovado.

Versão aprovada
Pelo substitutivo, as ações de adaptação, resposta e recuperação deverão respeitar a autonomia e os saberes tradicionais dos povos indígenas, com participação das comunidades na formulação e na execução de medidas.

O texto aprovado preserva a essência do projeto original e faz ajustes de redação e de conteúdo. Entre eles, retira trecho que previa a composição nominal do comitê, para evitar interferência na organização interna do Poder Executivo.

Para Juliana Cardoso, autora da versão original, é preciso reconhecer e integrar os saberes tradicionais dos povos indígenas na gestão de riscos e desastres, respeitando a autonomia deles e garantindo segurança nas adversidades.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, terá de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.