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Senado Federal

Holocausto cigano será tema de debate na CDH na terça

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai debater na terça-feira (4), às 14h, a memória do holocausto cigano (também conhecido como holocausto roman...

31/07/2026 10h48
Por: Redação
Fonte: Agência Senado
Prisioneiras ciganas trabalham em campo de concentração em Ravensbrück, na Alemanha, no início dos anos 1940 - Foto: Memorial do Holocausto
Prisioneiras ciganas trabalham em campo de concentração em Ravensbrück, na Alemanha, no início dos anos 1940 - Foto: Memorial do Holocausto

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai debater na terça-feira (4), às 14h, a memória do holocausto cigano (também conhecido como holocausto romani). O enfrentamento ao anticiganismo e ao antissemitismo, as perseguições étnicas e a necessidade de preservação da memória histórica das vítimas do nazismo também estão na pauta do debate.

A audiência pública foi requerida pela presidente da comissão, senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo a parlamentar, estima-se que entre 220 mil e 500 mil ciganos tenham sido mortos pelo regime nazista e seus aliados durante a 2ª Guerra Mundial.

Damares ressalta que, apesar da magnitude da tragédia, a memória das vítimas ciganas permaneceu por décadas à margem do debate público e dos esforços de memorialização.

No Brasil, o debate sobre o holocausto cigano ainda é incipiente, e o enfrentamento ao anticiganismo (forma específica de racismo e perseguição étnica contra os povos ciganos) permanece como um desafio estrutural para as políticas públicas de direitos humanos, igualdade racial e memória histórica”, justifica a senadora.

Participam da audiência pública:

  • Aline Miklos, gerente de Advocacy, Assuntos Governamentais e Litígio Estratégico do Instituto Vladimir Herzog;
  • Carlos Reiss, coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba;
  • Igor Shimura, cientista social, professor universitário e presidente do Instituto PluriBrasil;
  • Hayanne Iovanovitchi, fundadora do Coletivo de Mulheres Ciganas do Brasil, idealizadora do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba e coordenadora da Política de Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná;
  • Marcos Toyansk, coordenador do Grupo de Estudos Ciganos do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (USP);
  • Representante do Coletivo Cigano Juntos Somos Mais Fortes.

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania . As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

Famílias prisioneiras do campo de extermínio nazista de Belzec, na Polônia, onde foram mortos judeus e ciganos - Foto: Memorial do Holocausto
Famílias prisioneiras do campo de extermínio nazista de Belzec, na Polônia, onde foram mortos judeus e ciganos - Foto: Memorial do Holocausto
Ciganos e sérvios capturados pelos nazistas são levados a pé para campo de concentração nos Bálcãs, em 1942 - Foto: Memorial do Holocausto
Ciganos e sérvios capturados pelos nazistas são levados a pé para campo de concentração nos Bálcãs, em 1942 - Foto: Memorial do Holocausto