A Cesta Básica de Salvador, calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em 3.397 cotações de preços realizadas em 89 estabelecimentos comerciais de Salvador, passou a custar R$ 651,78 no mês de junho de 2026. Desse modo, quando comparado com o custo estimado no mês imediatamente anterior (maio), houve uma redução de 0,80% – um recuo nominal de R$ 5,23.
Dos 25 produtos da Cesta Básica de Salvador, 13 registraram redução nos preços, a saber: linguiça calabresa (-7,96%), maçã (-7,57%), cebola (-5,05%), queijo muçarela (-4,77%), pão francês (-4,25%), tomate (-4,23%), banana-prata (-4,19%), farinha de mandioca (-4,09%), carne de segunda (-3,34%), açúcar cristal (-2,03%), arroz (-1,98%), café moído (-1,50%) e carne de primeira (-0,86%). Por outro lado, 12 produtos apresentaram crescimento: flocão de milho (15,64%), cenoura (8,38%), feijão (7,72%), queijo prato (6,98%), carne de sertão (6,57%), batata inglesa (6,49%), óleo de soja (3,35%), ovos de galinha (2,15%), leite (1,84%), frango (1,08%), manteiga (0,33%) e macarrão (0,22%).
Para o economista da SEI, Denilson Lima, as condições meteorológicas, o encerramento de ciclos produtivos e o comportamento das demandas interna e externa atuaram como os principais fatores determinantes para a redução do custo da Cesta Básica de Salvador em junho de 2026. Lima destaca o impacto da linguiça calabresa (-7,96%) e da maçã (-7,57%), que lideraram as retrações de valor no período, contrastando com o movimento do flocão de milho, produto que apresentou a maior alta do mês (15,64%), e da cenoura (8,38%).
O economista explica que, “no caso da linguiça calabresa e da maçã, o movimento de queda foi condicionado pelo enfraquecimento sazonal da demanda no mercado interno e por um elevado nível de estoques mantido pelas unidades beneficiadoras, o que gerou excedentes e acabou forçando o recuo dos preços nos entrepostos de destino”. Já para o flocão de milho e a cenoura, produtos que subiram de preço, Denilson Lima esclarece que “os aumentos decorrem do panorama internacional de grãos, devido ao bom volume de exportações e de severas lacunas de oferta provocadas por adversidades climáticas nas principais regiões produtoras, o que acabou por limitar o rendimento das lavouras e inflacionar as matérias-primas nas indústrias de moagem e praças complementares”.
Em junho de 2026, dos 25 produtos que compõem a Cesta Básica de Salvador, o subconjunto dos ingredientes relativos ao almoço soteropolitano – composto por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola – apresentou redução de 0,53% e foi responsável por 38,58% do valor da referida Cesta. Por sua vez, dentro dessa Cesta, o subgrupo de gêneros alimentícios próprios da refeição matinal soteropolitana – formado por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho – reduziu 1,19% e foi responsável por 31,81% do valor da Cesta no mês de junho de 2026.
Por fim, o tempo de trabalho despendido por um trabalhador soteropolitano para obter uma Cesta Básica foi de 95 horas e 37 minutos, o que equivale ao comprometimento de 43,47% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, depois de descontado o valor de 7,50% da contribuição para a Previdência Social.
O boletim completo, contendo informações adicionais, pode ser acessado no site da SEI.
Estes e outros dados serão incorporados ao painel da Cesta Básica no InfoVis Bahia: https://infovis.sei.ba.gov.br/ .
Fonte: Ascom/SEI
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